
O prédio onde se instala hoje o Centro de Cultura Negra do Maranhão foi construído para fins militares em 03 de outubro de 1821 para servir como Casa da Pólvora, mais tarde desativado e transformado em mercado de escravo. No ano de 2009, comemorou-se 30 anos de existência, o que por si só já é um grande acontecimento, sem falar das conquistas e do respeito que a entidade conseguiu agregar à sua trajetória de luta no protagonismo de se contrapor a ideologia racista, e (re) contar a história do povo negro sob a ótica de resgatar e fortalecer nossa auto-estima, tudo isso justifica a necessidade de demarcar esse momento das mais diversas formas artístico-culturais Fundado em 19 de setembro1979, primeira entidade do Movimento Negro do Maranhão, ainda comemora esse importante fator histórico com alegria, respeito, valorização e afirmação dos direitos da população negra do nosso Estado, pois tem como missão institucional “Conscientização política e cultural para resgatar a identidade étnica cultural e auto-estima do povo negro viabilizando ações que contribuam com a promoção de sua organização em busca de cidadania, combatendo todas as formas de intolerância causadas pelo racismo, e promovendo os direitos da população negra do Maranhão”. Nessa caminhada, em 04 de outubro de 1985, foi reconhecida como utilidade pública estadual através da n° 4.673 e em 07 de janeiro de 1997, reconhecida como utilidade pública municipal. Em 05 dezembro de 1978, através da Lei Estadual nº. 3999/78, o imóvel onde funcionava a Casa da Pólvora, foi tombado como patrimônio histórico artístico e paisagístico do Estado. Já em 1995, obteve definitivamente sua sede através da Lei municipal n° 3.373 de 29 de dezembro de 1994, autorizou o Poder Executivo Municipal, fazer doação do domínio pleno do terreno ao Centro de Cultura Negra do Maranhão. A partir daí, o CCN teve condições concretas de ampliar suas ações na perspectiva de cumprir sua missão, possibilitando a população afro-maranhense formas de organização política e cultural, na perspectiva do fortalecimento de sua identidade étnica e de luta por sua cidadania. Nesse sentido intensificou suas ações na área da formação e educação desenvolvendo diversas atividades em escolas e universidade seja na rede pública ou na rede privada. Essas atividades no campo da formação sempre objetivaram a implantação da questão racial nas práticas pedagógicas da escola, que possibilite o respeito à diversidade cultural e racial dos alunos. Essa linha de ação também foi estendida para a zona rural, tanto em comunidades negras rurais quilombolas quanto a grupos e entidades que lutam por direitos, desenvolvendo atividades educativas, formativas, mobilizadoras e organizativas até a proposição de instrumentos legais que assegure a propriedade definitiva dos territórios quilombolas no Maranhão.
Mauricio Paixão - Coordenador CCN-MA
Mauricio Paixão - Coordenador CCN-MA
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